O fim da tv como ela é (ou era)

Em 2 de novembro de 1936 foi feita a primeira transmissão de um sinal de tv, de lá até a década de 90 não houveram mudanças significativas no meio de como se é transmitido o sinal de tv e da forma que as tvs se comportavam.

A tv se tornou o eletrônico mais popular no mundo rapidamente, uma forma de se informar e entreter, mas sempre se comportando de forma passiva sem interações.

Com as massificação da banda larga, redes de dados móveis e novas tecnologias de transmissão na última década, o expectador cada vez mais de se expectar, e cada vez mais busca interações e o controle de ver o que quer, na hora que quer, no dispositivo que quer.

As Smarts TVs e os dispositivos mobile estão revolucionando o segmento de TV, tanto a aberta como a por assinatura, e vejo isso algo como a revolução que ocorreu com a música em 2.003 com o Napster e seu P2P.

Acredito que as emissoras e operadoras devam se atentar muito ao que está acontecendo para não acontecer como as gravados nos anos 2.000, pois cada vez mais as pessoas verão TVs passivamente, e muitas pessoas vão preferir empresas de conteúdos “gratuitos” e não querer pagar 150 canais por mês para um serviço passivo.

Vislumbrar um modelo de negócios que disponibilize bons conteúdos e filmes (pagando direitos autorais, estrutura, funcionários, etc.) e seja rentável como Youtube e Netflix, pode ser um grande desafio para as novas emissoras, pois empresas iguais ao Youtube surgirão cada vez mais.

O conteúdo tem que ser cada vez mais interativo e mais personalizado, a forma de monetização também tem que ser totalmente repensada. Hoje no intervalo da novela, no intervalo do jornal, no intervalo do jogo, simplesmente o expectador muda de canal ou utiliza o celular para “matar” este tempo, e esse modelo de negócios de propagandas na TV, na minha opinião, estão com os dias contatos, pois o impacto no consumidor será cada vez menor.

As emissoras ganham com os anunciantes que fazem as propagandas nos intervalos, as operadoras ganham nas vendas dos pacotes mensais e propagandas, e vejo esses dois modelos como arcaicos e fadados a morrer em breve.

Quando comento sobre a interatividade do expectador/consumidor podemos vislumbrar modelos de negócios mais assertivos com estratégias de marketing direcionado, por exemplo: Se estamos assistindo à um filme dos vingadores podemos supor que gostamos de heróis, filme de ação, aventura, fantasia, etc., com base nisso podemos de forma não incisiva coletar estar informações e oferecer um boneco hulk para compra, por exemplo.

Como podemos fazer isso? Com a interatividade da tv ou equipamentos mobile atrelados à venda do espaço segmentado de cada programa, vídeo, game, ou que seja. Precisamos apenas que quando o hulk apareça o expectador possa “clicar” no hulk e poder pesquisar o preço ou ter já um anunciante que venda aquele boneco.

Parece simples, mas não é, mas acredito que em breve tudo que veremos na TV será clicável como na internet, apareceu a cerveja na novela, eu possa clicar na cerveja e comprar a cerveja, apareceu um celular da Sansung no seriado, eu possa clicar para comprar o celular… e por aí vai.

Ainda temos um longo caminho para percorrer, tanto em tecnologia como no comportamento das emissoras e operadoras, porém creio que o consumidor atual já estaria até preparado para isso, e esse seria um mode de salvar a receita das emissoras e operadoras e oferecer conteúdo de qualidade, interatividade e personalizado a cada um de nós.

Eu estarei preparado e você?

 

Dimitri Gallucci Sidney


Dimitri Gallucci Sidney é Coordenador de E-commerce e CEO na EmpreenderMe

Formado em Ciências da Computação em 2001 e Pós Graduado em Telecomunicações 2002, trabalhou em grandes empresas multinacionais como Telefônica e Embratel, além de prestar consultoria para projetos de tecnologia para o Governo de Santa Catarina, Prefeituras dentre outros.

2018-12-17T23:02:16-02:00